sábado, 27 de junho de 2020

Reserva indigena Tha-fene



https://www.youtube.com/watch?v=Bwgv7Ads7xA

Associação
Thá-Fene

Associação
Thá-FenePROPJETO ARTE INDÍGENA
MEMORIAL
Instituição: IPAN
Nota do IESP/ THÁ-FENE /Resrva Thá-Fena
ECOTERRA movimento ambientalista

A/C

Autoria do Projeto: Débora Fontes Palmeira de Cerqueira
Coordenação: Wykan Perigipe Pontes e Katsan  Perigipe Santos Cruz
Assunto: Parceria
para:
PROPJETO ARTE INDÍGENA MEMORIAL
Entidade Mantenedora: IPAN
Parceria Cientifica Pedagógica
UNIP- PROEX/PRÓ-REITORIA DE EXTENSÃO Federação Baiana de Esporte Radicais
Nota do IESP/ THÁ-FENE

Total: 199.017,52
Duração: 6 ( seis) meses  para montagem histórica
Área de abrangência: Portão,  Quingoma de Baixo. e Linha Verde, costa dos Coqueiros. 
Data: 21/de novembro  de 2021
Obs: Recurso podendo ser alterado caso outras empresas queiram investir no mesmo. 
Parceria Direta com UNIP- PROEX/PRÓ-REITORIA DE EXTENSÃO Federação Baiana de Esporte Radicais
Nota do IESP/ THÁ-FENE
THÁ-FENE . Indígena do Nordeste, IESP, Espaço Cultural Ateliê Débora Fontes


       FICHA DE IDENTIFICAÇÃO DOS RESPONSÁVEIS POR SUA  EXECUÇÃO  
    1. Dados da Escola     Nome da Entidade e do Colégio  Parceira :IPAN


 IESP /UNIP/PREFEITURA MUNICIPAL/SEC CULTURA/ IPAN

Endereço: Rua Vera Cristina 3 CEP 42700-000 Portão- Lauro de Freitas- Bahia
Telefone: 071-33794234  33691761 - 981518282

Localização:     ( x )  Urbano     (   )  Periferia urbana    (   )   Rural

N.º de envolvidos no projeto:
  Índios e não índios  toda rede Nacional
   300 na reserva thá-fene-direto 10.000.000 indiretamente
N.º de Facilitadores :   31     Séries oferecidas:  ensino fundamental e ensino médio
Turnos:  ( x ) matutino   ( x ) Vespertino   ( x )  Noturno     N.º de Turmas:  24 Responsáveis pela Instituição
Denominada C.E.X  CSP e ECOTERRA e THÁ-FENE
Presidente:  Cordenadora Geral Débora Fontes Palmeira de Cerqueira/Edna Perigipe Pontes e Wykan Perigipe Pontes índias Kariri-Xocó
UNIP- PROEX/PRÓ-REITORIA DE EXTENSÃO
Nota do IESP/ THÁ-FENE
Diretor Financeiro : Og Marcelo Guerra Santos/tyaraju perigipe
Sub Diretor Financeiro: Wakay Cicero pontes da Cruz  
Diretor Administrativo: Yuri Marcelo Santos
Sub  Diretor Administrativo:
Coordenadora Pedagógica: Telma Silva
Sub Coordenadora Pedagógica: Marindia Arapiraca
Cunsultoria Técnica em Arquitetura: Prefeitura Municipal – SEC CULTURA
Conselho Fiscal:  Tânia Brandão / Moara Licia
A ser indicado pela instituição mantenedora: Federação Baiana de Esporte Radicais CNPJ 10.662.348/0001-06
Registro:
ISS: 3.%  INSS: 22.%  Insc. Est: 76.388
Escola / Censo esc: 29359562
Fonte de Recurso Financeiro:
Dados Bancários: Agência: 3566 Conta Corrente:2.018-4
Bradesco S/A   Lauro de Freitas – Bahia



Dados da Instituição Executora e Diretoria do Projeto
2. Responsáveis pelo projeto
IPAN
 Débora Fontes Palmeira de Cerqueira /Wykan Perigipe Pontes

Assinatura: ____________________________________________


Coordenadora
Débora Fontes Palmeira de Cerqueira
Assinatuira_____________________________________________
Nome: Equipe do Projeto

Telefone: 071- 33794234 - Fax. Esc.: 3369 1761/ 981518282
e- mail: deborafontes1@live.com

Coordenador do Projeto
Nome: Débora Fontes Palmeira de Cerqueira  e Tyaraju Perigipe Santos

Data da elaboração do Projeto : 03 / 03 / 2020
Data do ínicio das ações:  30 / 07 / 2020
Data do término das ações: 23 / 12 / 2021 - Renovando a cada semestre com os parceiros.

Data da culminância do Projeto em praça publica com show, lançamento de CD, exposição, teatro, música ,danças culturais e lançamento do anuário de artes. 
1º Evento:
2º Evento:










Projeto Movimento Artístico e Cultural Cores da Vida.
IDENTIFICAÇÃO E CARACTERIZAÇÃO DA ESCOLA E DOS
RESPONSÁVEIS PELA ELABORAÇÃO DO PROJETO  / ECOTERRA

1.    IPAN
2.    Movimento Ambientalista ECOTERRA
3.     Nome da escola:   IESP Colégio Social de Portão/ Ecoterra
4.     Nome do(a) diretor(a): Débora Fontes Palmeira de Cerqueira
5.     Endereço da escola: Rua Vera Cristina 3 -  Portão
6.    Cidade: Lauro de Freitas       Estado: Bahia            CEP.: 42.700-000
7.    Telefone: 3369 3639 - 99049257-/33797821/ 33797569/88293453
8.    Membros do grupo de Sistematização:
·        Andreliano Perigipe Santos (Presidente Fundação Thá-Fene)
·        Antonio Claudio Nogueira (Ambientalista e professor de Geografia)
·        Ary Gil Cerqueira (Amigo da Escola)
·        Wakay Cicero Pontes da Cruz
·        Nelsival Menezes PhD
·        Danielle Maia Luciano (Grupo Afro descendeste Ritmia) 
·        Débora Fontes Palmeira de Cerqueira (Diretora /Coordenadora Ecoterra)
·        Durvalice Medina Barboza (Professora - SEC.)
·        Egnaldo Araujo (Jornalista de A Tarde)
·        Elisabete Lina Miota (Artista – arte-educadora)
·        George Brandão (Musicoterapeuta)
·        Geraldo Marinho Conceição (Grêmio C C C Furacão Alegria )
·        Jussara Rocha (Coor. Lar Joana Angélica)
·        Jussara Alemeida – técnica em Arquitetura  Universidade  de Toulouse – França)
·        Lycia Fontes P de Cerqueira ( Auditora da Fazenda BA. Psicóloga)
·        Maria das Graças Neves (Comunidade - voluntária)
·        Maristela Silva ( Assistente Social)
·        Moara Licia Cerqueira Santos ( Est. De nutrição )
·        Marinalva Maia Luciano (Facilitadora )
·        Og Guerra Santos ( Facilitador - voluntário)
·        Og Marcelo Cerqueira Santos (Fotógrafo e Cenografia)
·        Paulo Claussen (Artista arte-educador)
·        Ptolomeu F P Cerqueira (Fotografo Ambientalista)
·        Ricardo Manoel Andrade do Nascimento (Arte-educador – Movimento Hip Hop)
·        Tânia Mª. de º Brandão (Professora – Vice diretora SEC.)
9.    Nome do coordenador O projeto Movimento Artístico e Cultural  MEMORIAL
Profª.  Débora Fontes Palmeira de Cerqueira PhD
10.  Níveis de ensino ministrados na escola:











Projeto Educacional para Educação de Jovens e Adultos na Reserva Thá-fene: Empoderamento Educacional para Pais e Alunos do Bairro Quingoma

1. Introdução

O projeto tem como objetivo oferecer um programa de Educação de Jovens e Adultos (EJA) voltado para a comunidade da Reserva Thá-fene e do bairro Quingoma. A iniciativa busca proporcionar uma educação inclusiva, culturalmente relevante e adaptada às necessidades dos povos originários e dos moradores da região, promovendo o desenvolvimento pessoal, social e econômico.

2. Justificativa

A região de Thá-fene e Quingoma enfrenta desafios educacionais, como o acesso limitado a oportunidades de aprendizado formal, especialmente para adultos que não concluíram a educação básica. Este projeto visa suprir essa lacuna, reconhecendo o direito à educação como um pilar fundamental para o exercício da cidadania e a melhoria da qualidade de vida.

3. Objetivos

3.1 Objetivo Geral: Promover a alfabetização e a educação básica para jovens e adultos da comunidade Thá-fene e do bairro Quingoma, oferecendo um programa educacional que respeite e valorize as tradições culturais e linguísticas da comunidade.

3.2 Objetivos Específicos:

  • Alfabetizar jovens e adultos, garantindo o domínio da leitura, escrita e cálculo.
  • Fortalecer a autoestima e o sentimento de pertencimento cultural através de conteúdos que valorizem a história e cultura da comunidade indígena e quilombola.
  • Oferecer formação continuada para o desenvolvimento de habilidades profissionais, facilitando o acesso ao mercado de trabalho.
  • Fomentar a participação dos pais na educação dos filhos, criando um ambiente escolar que promova o diálogo intergeracional e a valorização do saber comunitário.

4. Metodologia

4.1 Abordagem Pedagógica:

  • Ensino Contextualizado: As aulas serão planejadas considerando as realidades locais, incorporando elementos da cultura e história da comunidade.
  • Método Participativo: Envolver os alunos em atividades práticas e projetos que permitam aplicar o conhecimento adquirido em situações cotidianas.
  • Educação Bilíngue: Considerar a possibilidade de instrução em português e na língua nativa, se aplicável, para facilitar a compreensão e valorização da cultura local.

4.2 Conteúdo Programático:

  • Alfabetização e Letramento: Leitura, escrita e matemática básica.
  • Educação para a Cidadania: Direitos e deveres, sustentabilidade, e participação comunitária.
  • História e Cultura Local: Tradições, mitos, e história da Reserva Thá-fene e do bairro Quingoma.
  • Formação Profissional: Oficinas de artesanato, agricultura sustentável, e empreendedorismo.

4.3 Recursos Didáticos:

  • Materiais pedagógicos contextualizados, produzidos em colaboração com os membros da comunidade.
  • Uso de tecnologias simples e acessíveis para o ensino, como rádios comunitárias e ferramentas audiovisuais.

5. Parcerias

O projeto buscará parcerias com universidades, ONGs, e órgãos governamentais para fornecer capacitação de professores, recursos pedagógicos, e suporte técnico. A colaboração com lideranças locais será fundamental para garantir que o programa atenda às necessidades e expectativas da comunidade.

6. Avaliação e Monitoramento

A avaliação do projeto será contínua, com acompanhamento dos índices de alfabetização e progresso acadêmico dos alunos. Serão realizadas reuniões periódicas com a comunidade para ajustes e melhorias no programa.

7. Cronograma

Fase 1: Planejamento e Parcerias (1 a 2 meses)

  • Mapeamento das necessidades educacionais da comunidade.
  • Estabelecimento de parcerias e captação de recursos.

Fase 2: Formação e Capacitação (2 a 3 meses)

  • Capacitação de educadores locais.
  • Desenvolvimento de materiais didáticos.

Fase 3: Implementação (12 meses)

  • Início das aulas e oficinas.
  • Acompanhamento contínuo dos resultados.

Fase 4: Avaliação e Expansão (Final do 1º ano)

  • Avaliação dos resultados e ajuste das estratégias.
  • Planejamento para expansão do projeto a outras áreas, se viável.

8. Resultados Esperados

  • Melhoria nos índices de alfabetização entre jovens e adultos da comunidade.
  • Aumento da participação dos pais na educação dos filhos.
  • Fortalecimento da identidade cultural e autoestima da comunidade.
  • Formação de uma base para o desenvolvimento socioeconômico sustentável da região.

9. Conclusão

Este projeto visa não apenas oferecer educação formal, mas também promover o resgate e valorização cultural da comunidade Thá-fene e do bairro Quingoma. A educação será a ferramenta para o empoderamento das pessoas, permitindo que se tornem agentes de mudança em suas vidas e na comunidade como um todo.

Projeto de Alfabetização de Adultos para Povos Originários, Pardos e Quilombolas na Região de Lauro de Freitas

1. Introdução

Este projeto visa oferecer um programa de alfabetização para adultos pertencentes aos povos originários, pardos, e quilombolas na região de Lauro de Freitas, Bahia. Reconhecendo a diversidade cultural e a importância da educação como ferramenta de transformação social, o projeto busca promover a inclusão educacional e o empoderamento dessas comunidades.

2. Justificativa

A região de Lauro de Freitas é marcada por uma rica diversidade étnica e cultural, onde comunidades indígenas, quilombolas e pardas convivem e preservam suas tradições. Contudo, muitos adultos dessas comunidades não tiveram acesso à educação formal, o que limita suas oportunidades de desenvolvimento pessoal e social. Este projeto busca suprir essa necessidade, oferecendo um programa de alfabetização que respeite e valorize as identidades culturais desses grupos.

3. Objetivos

3.1 Objetivo Geral: Alfabetizar adultos das comunidades originárias, pardas e quilombolas de Lauro de Freitas, proporcionando-lhes as ferramentas básicas de leitura, escrita e matemática, em um contexto que valorize suas culturas e tradições.

3.2 Objetivos Específicos:

  • Promover a alfabetização em português, com metodologias que respeitem as especificidades culturais de cada grupo.
  • Fortalecer a identidade cultural e a autoestima dos participantes através de conteúdos que reflitam suas tradições e histórias.
  • Criar espaços de aprendizagem onde os conhecimentos tradicionais possam ser compartilhados e integrados ao processo educativo.
  • Capacitar educadores da própria comunidade para atuar como facilitadores no processo de alfabetização.

4. Metodologia

4.1 Abordagem Pedagógica:

  • Ensino Contextualizado: As aulas serão adaptadas à realidade cultural dos povos originários, pardos e quilombolas, integrando saberes tradicionais ao conteúdo escolar.
  • Participação Comunitária: Envolver a comunidade na construção do currículo, garantindo que os temas abordados sejam relevantes e significativos.
  • Educação Bilíngue e Multicultural: Para os povos originários que possuem línguas próprias, será considerada a possibilidade de ensino bilíngue, respeitando e valorizando a língua nativa.

4.2 Conteúdo Programático:

  • Alfabetização e Letramento: Foco em leitura, escrita e matemática básica, utilizando materiais didáticos que reflitam a cultura e o cotidiano das comunidades.
  • História e Cultura Local: Estudo das tradições, lendas, e histórias dos povos originários, pardos e quilombolas da região.
  • Educação para a Cidadania: Discussões sobre direitos civis, políticas públicas, e formas de participação social.
  • Saúde e Sustentabilidade: Inclusão de temas como saúde preventiva, cuidado com o meio ambiente e práticas sustentáveis.

4.3 Recursos Didáticos:

  • Material pedagógico produzido em parceria com as comunidades, incluindo histórias, mitos, e imagens que representem suas culturas.
  • Utilização de recursos audiovisuais para facilitar a aprendizagem e tornar as aulas mais dinâmicas.

5. Parcerias

Estabelecimento de parcerias com universidades, ONGs, e instituições governamentais para fornecer suporte técnico e material. A colaboração com lideranças locais e entidades representativas das comunidades será fundamental para o sucesso do projeto.

6. Avaliação e Monitoramento

A avaliação será contínua, com foco no progresso dos alunos e na adaptação dos métodos pedagógicos às necessidades da comunidade. Reuniões regulares com os participantes e líderes comunitários permitirão ajustes e melhorias no projeto.

7. Cronograma

Fase 1: Planejamento e Mobilização (1 a 2 meses)

  • Mapeamento das necessidades educacionais e culturais das comunidades.
  • Estabelecimento de parcerias e mobilização das lideranças comunitárias.

Fase 2: Capacitação de Educadores (2 a 3 meses)

  • Formação de educadores locais para atuar no processo de alfabetização.
  • Desenvolvimento de materiais didáticos e planejamento das aulas.

Fase 3: Implementação (12 meses)

  • Início das aulas de alfabetização, com acompanhamento contínuo dos resultados.

Fase 4: Avaliação e Expansão (Final do 1º ano)

  • Avaliação dos resultados e planejamento para expansão do projeto para outras áreas, se aplicável.

8. Resultados Esperados

  • Melhoria significativa nos índices de alfabetização entre os adultos das comunidades originárias, pardas e quilombolas de Lauro de Freitas.
  • Fortalecimento das identidades culturais e da autoestima dos participantes.
  • Criação de uma base para o desenvolvimento pessoal e comunitário, com impacto positivo na qualidade de vida dessas populações.

9. Conclusão

Este projeto não é apenas um programa de alfabetização, mas uma iniciativa de valorização cultural e empoderamento das comunidades originárias, pardas e quilombolas de Lauro de Freitas. A educação será a chave para abrir novas oportunidades, respeitando e preservando as riquezas culturais desses povos, e preparando-os para enfrentar os desafios do mundo moderno.

 

Revista Acadêmica Online IESP

Núcleo de Pesquisa e Extensão

A Revista Acadêmica On-line IESP, para publicação dos encontros acadêmico faz parte da comunicação direcionado a divulgar textos literários e acadêmicos, filosóficos, artísticos e de atividades profissionais, de amplo interesse, com a finalidade de interligar os povos e a cultura local,  compartilhar seus saberes afro-brasileiros e indígenas, mantendo contato e intercâmbio com centros de pesquisa, nacionais e estrangeiros. 

Encontro na câmara de vereadores de Lauro de Freitas Bahia 
Nossa Revista destina-se a pesquisadores independentes, professores, Especialistas, graduandos, mestrandos, doutorandos, profissionais liberais (áreas de Administração, Economia, Direito, Educação, Psicologia, Neuropsicológica...), que pretendam divulgar seus artigos, periódicos, estudos de casos e textos de reflexão teórica-conceitual. 

APRESENTAR OS PENSADORES DO SÉCULO XXI




Nossa missão e visão de futuro é contribuir para a circulação dos saberes humanos lato sensu, stricto sensu, mediante a divulgação de trabalhos de pesquisa, análises teóricas, documentos, notas e resenhas bibliográficas que possam subsidiar as atividades científicas - teórica e prática -  em organizações públicas e privadas. 

A EQUIPE PROPÕE-SE


A publicar artigos científicos de pesquisadores Pensadores do s´seculo XXI – professores ou alunos – brasileiros, servindo como um espaço para comunicação de ideias entre os grupos de estudiosos. Dispõem-se, também, a publicar resenhas e monografias, dissertações, teses e ensaios teóricos.
Um dos focos deste veículo é divulgar o trabalho acadêmico, para um maior número de leitores interessados em literatura especializada; esta revista acadêmica tem a finalidade de difusão do conhecimento acadêmico. 



A Revista Acadêmica On-line, no entanto, somente aceitará trabalhos que mencionem as fontes utilizadas em pesquisa, independentemente do veículo: livros, artigos, teses, revistas científicas, sites de pesquisa na internet e veículos multimídia.

Os trabalhos, quanto à formatação, deverão respeitar as especificações técnicas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (tipo e tamanho de fonte; espaçamento entre linhas, margens e parágrafos; citação; tabelas; gráficos; notas de rodapé e Referências Bibliográficas). O artigo, no mínimo, deve incluir obrigatoriamente: Resumo, Introdução, Desenvolvimento, Conclusão e Referências Bibliográficas. Preferencialmente, no Resumo, sugerimos que os autores descrevam sucintamente do que se trata a pesquisa, mencionando os objetivos, o que se pretende demostrar ou refletir e qual foi a metodologia adotada. Para os alunos de Doutorado Paris. Atenciosamente. 
A equipe do núcleo pesquisa e extensão IESP.

        PROJETO PENSADORES DO SÉCULO XXI


segunda-feira, 22 de junho de 2020

Núcleo de Pesquisa e Extensão IESP


Os periódicos publicados no meio científico são a melhor de forma de conseguir visibilidade para a sua pesquisa e de se informar com o que está acontecendo de mais avançado mundo afora.
Todos defensores de direitos humanos tem no discurso de Matrin Lhter King “ Eu tenho um sonho” a Bilbia dos Direitos Humanos sem distinção de credo, raça ou religião.
Celso Dias Neves
Embaixador Presidente World Parlament  of Security And Peace
Brasília DF Brasil.

Estou contente de me reunir hoje com vocês nesta que será conhecida como a maior demonstração pela liberdade na história de nossa nação. Há dez décadas, um grande americano, sob cuja sombra simbólica nos encontramos hoje, assinou a Proclamação da Emancipação. Esse magnífico decreto surgiu como um grande farol de  esperança para milhões de escravos negros que arderam nas chamas da árida injustiça. Ele surgiu como uma aurora de júbilo para pôr fim à longa noite de cativeiro. Mas cem anos depois, o negro ainda não é livre. Cem anos depois, a vida do negro ainda está tristemente debilitada pelas algemas da segregação e pelos grilhões da discriminação. Cem anos depois, o negro vive isolado numa ilha de pobreza em meio a um vasto oceano de prosperidade material. Cem anos depois, o negro ainda vive abandonado nos recantos da sociedade na América, exilado em sua própria terra. Assim, hoje viemos aqui para representar a nossa vergonhosa condição. De uma certa forma, vimos à capital da nação para descontar um cheque. Quando os arquitetos da nossa república escreveram as magníficas palavras da Constituição e da Declaração da Independência (Sim), eles estavam assinando uma nota promissória da qual todos os americanos seriam herdeiros. A nota era uma promessa de que todos os homens, sim, negros e brancos igualmente, teriam garantidos os “direitos inalienáveis à vida, à liberdade e à busca da felicidade”. É óbvio neste momento que, no que diz respeito a seus cidadãos de cor, a América não pagou essa promessa. Em vez de honrar a sagrada obrigação, a América entregou à população negra um cheque ruim, um cheque que voltou com o carimbo de “sem fundos”. No entanto, recusamos a acreditar que o banco da justiça esteja falido. Recusamos a acreditar que não haja fundos suficientes nos grandes cofres de oportunidade desta nação. E, assim, viemos descontar esse cheque, um cheque que nos garantirá, sob demanda, as riquezas da liberdade e a segurança da justiça. Viemos também a este glorioso local para lembrar a América da urgência feroz do momento. Não é hora de se comprometer com o luxo do comedimento ou de tomar o tranquilizante do gradualismo. Agora é hora de concretizar as promessas da democracia (Sim, Senhor). Agora é hora de deixar o vale sombrio e desolado da segregação pelo caminho ensolarado da justiça racial. Agora é hora de conduzir a nossa nação da areia movediça da injustiça racial para a sólida rocha da fraternidade. Agora é hora de tornar a justiça uma realidade para todos os filhos de Deus. Seria fatal para a nação ignorar a urgência do momento. Este verão sufocante do legítimo descontentamento dos negros não passará até que haja um outono revigorante de liberdade e igualdade. O ano de 1963 não é um fim, mas um começo. E aqueles que agora esperam que o negro se acomode e se contente terão uma grande surpresa se a nação voltar a negociar como de costume. E não haverá descanso nem tranquilidade na América até que se conceda ao negro a sua cidadania. As tempestades da revolta continuarão a balançar os alicerces da nossa nação, até que floresça a luminosa manhã da justiça. Mas há algo que devo dizer a meu povo, diante da entrada reconfortante do Palácio da Justiça: ao longo do processo de conquista do nosso merecido lugar, não podemos nos condenar com atos criminosos. Não devemos saciar a nossa sede de liberdade bebendo da taça da amargura e do ódio. Devemos sempre conduzir a nossa luta no mais alto nível de dignidade e disciplina. Não podemos permitir que o nosso protesto degenere em violência física. Vezes sem fim, devemos nos elevar às majestosas alturas para confrontar a força física com a força da alma. A nova e maravilhosa militância que engolfou a comunidade negra não deve nos levar a desconfiar de todos os homens brancos, pois muitos de nossos irmãos brancos, como se torna evidente com a sua presença aqui hoje, compreenderam que o seu destino está ligado ao nosso. Eles compreenderam que a sua liberdade está atada à nossa, de forma inextricável. Não podemos caminhar sozinhos. E, enquanto caminhamos, devemos prometer que sempre marcharemos adiante. Não podemos voltar. Há quem pergunte aos devotos dos direitos civis:
“Quando ficarão satisfeitos?” (Nunca). Não ficaremos satisfeitos enquanto o negro for vítima dos inenarráveis horrores da brutalidade policial. Não ficaremos satisfeitos enquanto os nossos corpos, pesados pela fadiga da viagem, não obtiverem hospitalidade nos hotéis das rodovias e das cidades. Não ficaremos satisfeitos enquanto a única mobilidade social a que um negro possa aspirar seja deixar o seu gueto por um outro maior. Não ficaremos satisfeitos enquanto os nossos filhos forem despidos de sua personalidade e tiverem a sua dignidade roubada por cartazes com os dizeres “só para brancos”. Não ficaremos satisfeitos enquanto o negro do Mississippi não puder votar e o negro de Nova York acreditar que não há por que votar. Não e não. Não estamos satisfeitos e nem ficaremos satisfeitos até que “a justiça jorre como uma fonte; e a equidade, como uma poderosa correnteza”. Não ignoro que alguns de vocês enfrentaram inúmeros desafios e adversidades para chegar até aqui (Sim, Senhor). Alguns de vocês recentemente abandonaram estreitas celas de prisão. Alguns de vocês vieram de regiões onde a busca por liberdade deixou-os abatidos pelas tempestades da perseguição e abalados pelos ventos da brutalidade policial. Vocês são os veteranos do sofrimento profícuo. Continuem a lutar com a fé de que o sofrimento imerecido é redentor. Voltem para o Mississippi, voltem para o Alabama, voltem para a Carolina do Sul, voltem para a Geórgia, voltem para a Louisiana, voltem para os cortiços e para os guetos das cidades do Norte, conscientes de que, de algum modo, essa situação pode e será transformada (Sim). Não afundemos no vale do desespero. E digo-lhes hoje, meus amigos, mesmo diante das dificuldades de hoje e de amanhã, ainda tenho um sonho, um sonho profundamente enraizado no sonho americano. Eu tenho um sonho de que um dia esta nação se erguerá e experimentará o verdadeiro significado de sua crença: “Acreditamos que essas verdades são evidentes, que todos os homens são criados iguais” (Sim). Eu tenho um sonho de que um dia, nas encostas vermelhas da Geórgia, os filhos dos antigos escravos sentarão ao lado dos filhos dos antigos senhores, à mesa da fraternidade. Eu tenho um sonho de que um dia até mesmo o estado do Mississippi, um estado sufocado pelo calor da injustiça, sufocado pelo calor da opressão, será um oásis de liberdade e justiça. Eu tenho um sonho de que os meus quatro filhos pequenos viverão um dia numa nação onde não serão julgados pela cor de sua pele, mas pelo conteúdo de seu caráter (Sim, Senhor). Hoje, eu tenho um sonho! Eu tenho um sonho de que um dia, lá no Alabama, com o seu racismo vicioso, com o seu governador de cujos lábios gotejam as palavras “intervenção” e “anulação”, um dia, bem no meio do Alabama, meninas e meninos negros darão as mãos a meninas e meninos brancos, como irmãs e irmãos. Hoje, eu tenho um sonho. Eu tenho um sonho de que um dia todo vale será alteado (Sim) e toda colina, abaixada; que o áspero será plano e o torto, direito; “que se revelará a glória do Senhor e, juntas, todas as criaturas a apreciarão” (Sim). Esta é a nossa esperança, e esta a fé que levarei comigo ao voltar para o Sul (Sim). Com esta fé, poderemos extrair da montanha do desespero uma rocha de esperança (Sim). Com esta fé, poderemos transformar os clamores dissonantes da nossa nação em uma bela sinfonia de fraternidade. Com esta fé (Sim, Senhor), poderemos partilhar o trabalho, partilhar a oração, partilhar a luta, partilhar a prisão e partilhar o nosso anseio por liberdade, conscientes de que um dia seremos livres. E esse será o dia, e esse será o dia em que todos os filhos de Deus poderão cantar com um renovado sentido: O meu país eu canto. Doce terra da liberdade, a ti eu canto. Terra em que meus pais morreram, Terra do orgulho peregrino, Nas encostas de todas as montanhas, que a liberdade ressoe!
E se a América estiver destinada a ser uma grande nação, isso se tornará realidade. E, assim, que a liberdade ressoe (Sim) nos picos prodigiosos de New Hampshire. Que a liberdade ressoe nas grandiosas montanhas de Nova York. Que a liberdade ressoe nos elevados Apalaches da Pensilvânia. Que a liberdade ressoe nas Rochosas nevadas do Colorado. Que a liberdade ressoe nos declives sinuosos da Califórnia (Sim). Mas não apenas isso: que a liberdade ressoe na Montanha de Pedra da Geórgia (Sim). Que a liberdade ressoe na Montanha Lookout do Tennessee (Sim). Que a liberdade ressoe em toda colina do Mississippi (Sim). Nas encostas de todas as montanhas, que a liberdade ressoe! E quando acontecer, quando ressoar a liberdade, quando a liberdade ressoar em cada vila e em cada lugarejo, em cada estado e cada cidade, anteciparemos o dia em que todos os filhos de Deus, negros e brancos, judeus e gentios, protestantes e católicos, juntarão as mãos e cantarão as palavras da velha canção dos negros:
Livres afinal! Livres afinal! Graças ao Deus Todo-Poderoso, Estamos livres afinal!
Proferido na Marcha por Trabalho e Liberdade, em Washington, D.C., em 28 de agosto de 1963